III Sarau Poético Mulheres: Diversos Saberes em Diferentes Linguagens.
4 de abril de 2019 - 12:33
A Escola Profissional de Quixadá Maria Cavalcante Costa realizou no sábado, dia 30 de março, na Casa de Saberes Cego Aderaldo o seu III Sarau Poético com o título – Mulher: diversos saberes em diferentes linguagens. Durante todo o mês, a escola desenvolveu diversas atividades relacionadas à temática como: mesa redoda, produção textual e a página no instagram suaalmaa. Os educandos produziram poemas, cartazes e fizeram apresentações culturais retratando o feminicídio, sua conquista pelos direitos e sua força na sociedade machista. Também destacaram a vida de mulheres guerreiras, resistentes e de poder.
A aluna Iana Oliveira, do 3º ano de Administração fez a abertura do Sarau Poético com um trecho do texto extraído do livro “Sejamos todos feministas” de Chimamanda Ngozi Adichie
“Uma mulher não deve expressar raiva, porque a raiva ameaça. (…) O que me impressiona é o quanto essas mulheres investem em ser “queridas”, como foram criadas para acreditar que ser benquista é muito importante. E isso não inclui demostrar raiva ou ser agressiva, tampouco discordar.
O problema da questão de gênero é que ela prescreve como devemos ser em vez de reconhecer como somos. Seríamos bem mais felizes, mais livres para sermos quem realmente somos, se não tivéssemos o peso das expectativas do gênero.”
O evento foi encerrado com o texto de autoria da educanda Amanda Buriti, 3º ano de Enfermagem:
Eu queria deixar aqui antes de tudo um agradecimento à escola como um todo, por permitir que assuntos tão atuais e importantes sejam falados e discutidos em sala de aula e artisticamente. E abrir espaço para uma reflexão autoral e que tem tudo à ver com o tema do Sarau Poético.
Quero hoje falar não só por mim, mas por todas as mulheres que de alguma forma já foram reprimidas e silenciadas, que foram agredidas moralmente e fisicamente, que largaram seus sonhos para viver o de outras pessoas. Quero falar pelas Marias, Rayannes, Dandaras e Marielles, mesmo que nossas lutas fossem diferentes, nossa vontade era a mesma, viver.
E eu sei que parece impossível mudarmos essa realidade, mas nós somos fortes, somos a maioria, somos competentes e temos singularidades que complementam umas as outras.
Nossa luta vale à pena e nossas vidas IMPORTAM.